8.2.08

O horror

O que nos derrota é o julgar, pois ele é quem nos dá emoções, sejam de repulsa ou aceitação.

"Você tem o direito de me assassinar, mas não de me chamar de assassino, não de me julgar".

Excelente reflexão.

6.2.08

O mundo

Eu pensava em escrever sobre expectativas e frustrações, mas tinha um pé atrás. Porém, de repente vejo que todos postam sobre temas pessimistas e assim percebo que tenho aval para tal.

Virei um propagandista da idéia "auto-ajuda" de que todos tem o que querem. E sempre digo, que se você realmente quer ser milionário, por exemplo, pode ser. Quero dizer que todos que tem consciência estão na posição que pediram.

Mas e porque quando nos frustramos em relação a algo, ficamos transtornados, se, segundo a minha "não-original" idéia nós esperávamos não conseguir o êxito desde o começo? Talvez seja por não termos a vontade de obter este êxito.

Definitivamente é um assunto complexo. Eu arriscaria dizer que nosso corpo é burro e fraco, e que nossa alma manda nele, sem que ele sequer compreenda as ordens dadas por ela. Mas aí entra outro ponto: Se nosso corpo é burro e fraco e só faz o que a alma manda, por esta ser superior, então por que cedemos às "tentações" dele? Por que fazemos coisas imorais e que nos deixam com um certo peso na consciência em troca de prazer?

Não consigo continuar este post por muito tempo, vou acabar me contradizendo, se já não o fiz.

Se você não está na situação que supostamente você inveja, como por exemplo, o playboy da vez da 7ª série, talvez seja por um senso de auto-preservação que você tem. Enfim... parece que cada vez este mundo te aperta mais, até você ceder. Mais cedo ou mais tarde você cai da sua torre e se conforma com isso.

"Não deixe que as baratas da cidade corram atrás de você" Rodrigo Amadeu

1.2.08

carnival

Uma semana pensando em escrever no blog pra chegar nesta tela branca e não saber o que escrever, puta merda.

Mas se eu prometi continuar o post de ontem, não tem hora melhor que agora. A questão é que não resolvia o que escrever e quando vi, faltavam 10 minutos para ir embora do escritório. Então escrevi qualquer coisa com o intuito de continuar no outro dia.


Quando digo que o humor é inconstante, quero dizer, obviamente, que o seu bom humor de hoje é a prenúncia do seu mau humor de amanhã. E quanto ao "idiota", refiro-me as razões disto acontecer, que geralmente são imbecis.

Esta certo que há um acúmulo de lamúrias ao longo do tempo, tornando o sujeito uma bomba com pavio curto, e por isso, qualquer idiotice pode explodí-lo.


E o mais engraçado é que após um surto de "bad mood", como que se você recaregasse uma barra de energia de video game, você volta ao bom humor em um passe de mágica. E por aí vai, em um círculo de mais ou menos 80 anos.


Vem o carnaval e eu só consigo imaginar-me na quarta-feira, de mau humor.

31.1.08

Se arrependimento matasse, ninguem morria.

(eu felizão por minha sala estar pegando fogo)


O humor é inconstante e idiota. To be continued.

30.1.08

Duality of men

http://www.flickr.com/photos/santanuburagohain/1456779335/in/set-72157602185780676/

Contradição ou confusão? Desde quando matar ou morrer é errado e desde quando vale a pena lutar por paz? Se alguem de fato o fez. Se todos somos egoístas, porque lutamos contra a morte do próximo? Ninguém presta.

29.1.08

2008 - When Tom Cruise Cries


Primeira postagem do ano!


Este blog até que aguenta alguns posts, pelo menos já aguentou mais de um ano. Espero postar mais então.


A praia foi extremamente engraçada, resultando em diversas piadas internas que durarão até a próxima temporada, quem sabe.


Não sei se virei fã de carteirinha de algum bar, mas tenho pretendente(s).
Por enquanto é isso!


Abraços.

20.12.07

the best buy for X


Uma breve continuação do post anterior. Lembrando que há possibilidade do texto do dia 14 de Dezembro, logo abaixo, ser atualizado.
Para quem frequenta somente lojas cuja finalidade não é lhe abastecer com cultura, mas rechear os cofres com cifras - como, admito com vergonha, é o meu caso, há diversas dificuldades na hora de escolher um produto cultural, tais como: Prateleiras cheias de porcarias sem fundamento, Preços elevados, e outros problemas banais.
Sou rotulado de consumidor do mainstream, mas peço para que vocês leitores reconheçam a qualidade artística de alguns títulos deste meio. E neste, citarei 15 aquisições deste ano, sendo que indicarei com asterísco os que merecem a sua atenção.


1° - CD: The Good The Bad and The Queen - The Good The Bad and The Queen*
2° - DVD: Belle and Sebastian - Fans Only
3° - CD: Belle and Sebastian - Tigermilk*
4° - DVD: Os Excêntricos Tenenbaums - Wes Anderson*
5° - CD: Interpol - Antics
6° - DVD: Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças - Michel Gondry
7° - CD: The Hives - The Black and White Album
8° - CD: Belle and Sebastian - The Boy With the Arab Strap
9° - CD: Bloc Party - Silent Alarm
10° - CD: Bloc Party - A Weekend in the City
11° - CD: Gorillaz - D-Sides*
12° - CD: The Beatles - Live at BBC
13° - DVD: Trainspotting - Danny Boyle*
14° - Livro: Apologia de Sócrates - Platão*
15° - CD: Nação Zumbi - Nação Zumbi

14.12.07

the best for X

Inspirado no blog de um professor do meu curso com o qual eu não tive aula ainda (http://sergio_menezes.blog.uol.com.br/), mas já tenho encrustado em minha cabeça, por opiniões alheias diversas, que é o melhor entre todos (duvido muito que possa existir melhor professor que Christian Scwhartz, mas tudo bem - http://blogdochristian.blig.ig.com.br/), resolvi listar bandas, não necessariamente as que foram destaque este ano mas as que significaram muito em 2007 para mim. Que fique claro que não tenho o embasamento crítico, como o escritor do blog "citado", e mais, utilizarei um dos mais evoluídos métodos de avaliação: Minha opinião ou o Senso Comum.

Vou semeando este post aos poucos.

Gratíssimo, XXXis.
Belle and Sebastian - O primeiro álbum eu adquiri em 2005, que se chama "If you're feeling sinister". No começo eu achei um som bacana, alternativo e bem desenvolvido. Uma música me marcou muito neste álbum: "Like Dylan in the movies", diria até que uma música para o Set List of my life. Notei então que este grupo possuía disco com preços ótimos e então, quase dois anos depois, quase esquecendo deles, encontro um box por uma pechincha e com três EPs dentro. Comprei-o mas não dei muita bola, escutando algumas músicas bem "de vez em quando". No começo deste ano, achei por míseros 15 reais, o DVD "I'm a cuckoo" e sem mais, o levei para casa. Foram 15 mangos bem gastos, diria eu, mas novamente, não dei muuuuita bola. E então, para atingir o ápice, encaminhei das prateleiras para minha estante, um DVD e um CD: "Fans only" e "Tigermilk" respectivamente, ambos mudaram minha imagem sobre a banda. Músicas perfeitas com vídeos perfeitos na época perfeita. Perfeito! Paixão declarada. Além de me abrir o horizonte para músicos brasileiros, como Jorge Ben Jor e Mutantes. Mais tarde, no impulso, desta vez pagando quantias elevadas, comprei mais dois títulos: "Storytelling" e "The boy with the arab strap", ambos ótimos álbuns.
As músicas que merecem destaques para o ano e merecem ser ouvidas por você, se você for alguem decente, foram: "The state I am in - Tigermilk"; "I could be dreaming - Tigermilk"; "Dirty dream n° 2 - The boy with the arab strap"; "Like Dylan in the movies - If you're feeling sinister".


The Good, the Bad and the Queen - Janeiro: Acordei, tomei banho e fui tomar café. Ligo a televisão e logo troco o canal para a MTV. O som me impressiona por instantes... olho... olho... reparo que quem está no video-clipe é Damon Albarn. Fiquei agitado e o que me veio por primeiro na cabeça foi a hipótese de o Blur ter lançado um novo álbum, mesmo não aparecendo os outros integrantes. Assisti aquele vídeo-clipe sem piscar os olhos até aparecer o nome do álbum e tcharam! Não é álbum novo do Blur, é banda nova do Damon. Assim que cheguei no escritório, pela manhã, a primeira coisa que fiz foi entrar em um site de busca e digitar as palavras "good" "bad" e "queen". Descobri aos poucos sobre o grupo e angustiei com a música "Kingdom of Doom" na cabeça por um bom tempo. Demorei, por esquecimento, aproximadamente dois meses para baixar o álbum pela internet e quando o fiz fiquei impressionado com a inovação que o grupo propunha. Então eu vi na loja o disco e reparei no preço dificultador. Fiquei namorando o CD na loja e de repente, não me importei com o preço e por causa de meu estado mental de euforia, gastei 40 reais.´
Era uma música excelente atrás da outra e eu não parava de escutar o disco. E foi o único que, acho eu, tive oportunidade de dividir, durante um momento de ópio mental, com uma pessoa especial, por mais que ela não tenha gostado da música. Até hoje o preço é alto, mas me da vontade de levar pra casa, mesmo já tendo um por lá. Não indico para quem não gosta de músicas melancólicas, afinal, se bem entendi, as letras falam sobre uma certa guerra e a vida de um soldado.
Destaque para TODAS as músicas, mas se você quiser entrar com o pé direito nesta banda, faça como eu e escute Kingdom of Doom.
Pretenciosamente, digo que esta foi a melhor banda deste ano de 2007 que eu ouvi.


Mordida - Apenas 4 músicas foram capaz de me deixar atordoado com a qualidade do som que esta banda faz. Conheci o grupo ano passado, durante uma transitória vontade de conhecer bandas brasileiras que dedicam-se ao sessentismo. Quando comecei a escutar, em meados de 2006, a banda era diferente e tinha junto àquela temperatura melancólica de maio em Curitiba um som depressivo para mim, principalmente na música "Sinais de Fumaça". Fiquei um longo tempo sem voltar a escutá-los até que em Abril deste ano, descobri que a banda estava com nova formação e "novo" som. Totalmente diferente agora, com melodias animadas e criativas, um som que eu senti inveja de não ter feito (mesmo eu não sendo músico) nem pensado. Escutei por pouco tempo também, mas foi pela pouca variedade de músicas que, como eu disse, são apenas 4. Indico definitivamente que você escute "Tokyo"; "Garota de programa"; "Lado frágil" e "Maria Amélia", todas composições do novo EP. E quando você tiver simpatizado, ou mesmo senão o fez, escute as antigas, tais como "Sofá Psicobélido"; "Judy" e "Sinais de fumaça".


Dissonantes - Para dar continuidade com as bandas brasileiras que dedicam seu set-list aos anos sessenta, coloco esta banda que apesar de ter um som mais "cru" e não ter toda a criatividade do Mordida, tem um som muito interessante e competente. Com direito a teclado retrô e com dois vocais excelentes. Estão devendo um disco desde 2005, sendo que já possuem composições suficientes - e muito boas, diga-se de passagem - para rechear um belo álbum. Se você se impressiona com a qualidade sonora das músicas, deve então conferir um show. É muito energizante, principalmente com a performance frenética do baterista, que termina o espetáculo enxaguado. Atualmente eles tem 6 músicas gravadas em estúdio que são acessíveis e 5 acústicas. Das de estúdio, fico impressionado como consigo escutar sempre, sem enjoar, a música "Por Favor Meu Bem" e quanto as acústicas - ideais para serem escutadas em dias ensolarados - costumo repetir as três clássicas "Baby Nunca Mais"; "Casa da Molly" e "O Tal".


Os Substitutes - Acho que eu poderia colocar esta banda todos os anos no meu set-list. É simplesmente o resultado da dissolução da minha banda preferida: The Cherry Bomb. As diferenças são a troca do guitarrista e as letras, que passaram a ser cantadas em português. Puxando um pouco de Buzzcocks, The Jam, The Beatles, The Who - e muitas outras bandas renomadas - mais a criatividade do letrista e compositor Rodrigo Amadeu, tem-se o grupo londrinense mais interessante sob meu ponto de vista. Letras que criticam a sociedade e seus hábitos fúteis, além de trazer a tona os velhos problemas amorosos dos adolescentes e sempre a menção à cidade com seus muros cinzentos e ruas sujas no centro. Os problemas são as poucas composições divulgadas e é claro, o fim da banda. A música de maior destaque do EP Esquinas de Londrina é a própria "Esquinas de Londrina", mas uma coisa sensata a se fazer, é escutar todas as outras 4: "Cenas noturnas"; "As vezes eu tenho vontade de quebrar minha guitarra na cabeça de alguém"; "Desamparo em takes" e "A última moda".

Pra quem quiser sentir o peso das letras, aí vai a de "Esquinas de Londrina":

"eu era um garoto problemático
me tornei um cara meio lunático
corro de vc mas quero te ver
corro de vc mas quero te ter
pelas esquinas em qualquer lugar
na rodoviária ou no potiguá
na zona leste da cidade
na leste-oeste na fraternidade
na rocha pombo
no museu de artes
eu era um garoto meio outsider
me tornei um cara do tipo outsider
corro de vc mas quero te ver
corro de vc mas quero te ter
pelas esquinas de londrina
no valentino ou na quintino
na zona leste da cidade
na leste-oeste na fraternidade
na rocha pombo
no museu de artes
que vida ridícula é essa a que eu levo
que as pessoas não me levam a sério
e preferem ser corpos robóticos
e preferem ser estereótipos
e preferem ser mais um rótulo inútil
e tratam você de maneira tão fútil"

Rodrigo Amadeu

12.12.07

As coisas mudam, mas não tente mudá-las

Se a cada dia você se aproxima de 1 pessoa, se afasta de 10. Se passa a gostar de 1, passa a odiar 10. E se descobre uma nova, quer esquecer 10.
Com meus poucos anos de vivência, já estou desapontado com as pessoas. Mas tudo é relativo e tudo pode mudar, minha mente e meu humor são voláteis.
Como já disse Ibsen, o homem só, é o homem mais poderoso do mundo.
Perdoem-me a hipocrisia mas não esqueçam, sou humano.
X.

3.12.07

Publiciotário

Em mais uma dessas pérolas de internautas desinibidos, minha prima (que estuda Direito), encontrou uma sobre a profissão que escolhi e resolveu mandar para mim.

"Publicitário não come, degusta o produto.
Publicitário não cheira, sente a fragrância.
Publicitário não toca, examina o design.
Publicitário não dá a resposta, cria outra pergunta.
Publicitário não conquista, persuade.
Publicitário não tem destino, tem target.
Publicitário não ouve barulho, ouve ruído.
Publicitário não fala, envia mensagem verbal.
Publicitário não procura endereço, procura praça.
Publicitário não escuta, decodifica a mensagem.
Publicitário não tem idéia, tem brain storm.
Publicitário não recebe resposta, recebe feedback.
Publicitário não tem memória, tem repertório.
Publicitário não lê, decifra o código textual.
Publicitário não pergunta, faz pesquisa.
Publicitário não ouve música, ouve trilha sonora.
Publicitário não tem lista, tem mailing.
Publicitário não copia, se inspira.
Publicitário não vê outdoor, vê mídia exterior.
Publicitário não dirige, faz test-drive.
Publicitário não falece, foi seu ciclo de vida que chegou ao fim."
Seria Sócrates um publicitário?